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No-code e low-code: o caminho mais rápido para automatizar a gestão de serviços na sua empresa

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No-code e low-code: o caminho mais rápido para automatizar a gestão de serviços na sua empresa

No Brasil, o tempo médio para implementar um novo fluxo automatizado em ambientes corporativos ainda supera 90 dias quando depende de desenvolvimento tradicional, segundo dados da ABES sobre o mercado brasileiro de software

As plataformas no-code e low-code reduziram esse prazo para menos de duas semanas em cenários de gestão de serviços, sem exigir programação avançada das equipes operacionais.A pressão por automação chegou ao centro das decisões de TI.

Diretores e gestores de infraestrutura que antes aguardavam ciclos longos de desenvolvimento para automatizar um processo de aprovação ou configurar um catálogo de serviços encontram nas abordagens no-code e low-code uma alternativa com retorno mensurável e menor dependência de recursos técnicos escassos.

Este artigo apresenta como essas duas abordagens funcionam na prática, em que contextos uma é preferível à outra e como a automação de serviços corporativos pode ser implementada com maior velocidade e controle dentro de plataformas ITSM modernas.

O que são plataformas no-code e low-code?

No-code 

É a abordagem de desenvolvimento em que a criação de fluxos, formulários e automações ocorre integralmente por meio de interfaces visuais, sem que o usuário escreva uma linha de código. O objetivo é colocar o poder de automação nas mãos de analistas, gestores de processos e profissionais de TI que dominam o negócio, mas não dominam linguagens de programação.

Low-code 

É a abordagem que reduz de forma significativa o volume de código necessário para criar aplicações e integrações, mas ainda oferece a possibilidade de extensão via programação para cenários mais complexos. Essa abordagem atende equipes de desenvolvimento que precisam de velocidade sem abrir mão de flexibilidade técnica.

O contexto de serviços de nuvem empresarial também impulsionou essa adoção, já que plataformas modernas de automação operam nativamente em ambientes cloud.

Qual é a diferença entre no-code e low-code na gestão de TI?

A distinção prática entre no-code e low-code importa diretamente para o perfil do time que vai operar e manter as automações. No ambiente de TI corporativa, essa diferença determina quem pode criar um workflow de aprovação de mudança, configurar um catálogo de serviços ou integrar a plataforma ITSM a um sistema de monitoramento de infraestrutura.

Plataformas no-code são ideais quando a construção de automações precisa ser realizada por analistas de processo, gestores de serviços ou equipes de operação sem formação técnica em desenvolvimento. Elas oferecem construtores visuais de arrastar e soltar, bibliotecas de templates e lógicas de condição configuráveis sem nenhuma programação.

O low-code se posiciona quando os requisitos de integração são mais complexos. Conectar a plataforma de gestão de serviços a sistemas legados via API, personalizar regras de negócio fora do escopo padrão ou construir módulos customizados que não estão disponíveis nos templates

Nesse caso, um desenvolvedor ou administrador com conhecimento técnico assume parte do trabalho, ainda que o volume de código seja substancialmente menor do que no desenvolvimento convencional.

As organizações que avaliam plataformas ITSM, como comparado no artigo sobre as principais plataformas de gestão de serviços do mercado, percebem que a maioria das ferramentas modernas já incorpora capacidades no-code e low-code como recurso nativo, não como módulo adicional.

Como no-code e low-code se aplicam à automação de serviços corporativos?

A gestão de serviços de TI concentra alguns dos processos mais repetitivos e passíveis de automação dentro de uma empresa: abertura e roteamento de chamados, aprovações de mudança, notificações de SLA, atualizações de inventário e escalonamento de incidentes.

Quando gerenciados de forma manual ou com dependência de código customizado, esses fluxos consomem tempo das equipes e introduzem risco de erro humano.

É justamente nesses processos operacionais que as abordagens no-code e low-code demonstram seu maior potencial. A seguir, veja como elas podem ser aplicadas em diferentes etapas da gestão de serviços.

Aprovações e fluxos de mudança

Fluxos de aprovação representam um dos casos de uso mais imediatos para o no-code em ambientes ITSM. Plataformas com essa capacidade permitem configurar lógicas de aprovação multinível, com condicionais baseadas em categoria de solicitação, departamento solicitante e impacto previsto. 

O que antes exigia um ciclo de desenvolvimento pode ser configurado por um administrador da plataforma em horas. Processos de gestão de mudança (Change Management) também se beneficiam diretamente. 

Um fluxo de aprovação configurado via interface visual pode incluir notificações automáticas, validações de campo e escalonamento por prioridade, sem que o time de desenvolvimento precise ser acionado para cada ajuste de processo.

Catálogos de serviço e portais de autoatendimento

Catálogos de serviços são outro ponto onde o no-code entrega valor direto. A criação e manutenção de formulários de solicitação, definição de campos obrigatórios, associação a filas de atendimento e configuração de SLAs por tipo de serviço tornam-se tarefas executáveis sem intervenção de desenvolvimento. 

Isso reduz o tempo entre a identificação de uma necessidade do negócio e a disponibilização do serviço para os usuários finais.

Portais de autoatendimento construídos com abordagem no-code permitem que as equipes de operação de TI atualizem formulários, criem novas categorias de serviço e ajustem regras de roteamento sem aguardar ciclos de desenvolvimento. O resultado é um catálogo de serviços sempre alinhado às necessidades reais do negócio.

Integração com infraestrutura e monitoramento

A integração entre monitoramento de infraestrutura e gestão de chamados é um cenário onde o low-code adiciona valor que o no-code puro raramente alcança. Conectar alertas de um ambiente de virtualização de alto desempenho à abertura automática de incidentes na plataforma ITSM requer mapeamento de dados via API e tratamento de lógicas condicionais sofisticadas. O resultado é a redução do MTTD (Mean Time to Detect) sem adicionar carga manual às equipes de operação, como aprofundado no artigo sobre como escolher uma plataforma de automação ITSM.

No-code, low-code, desenvolvimento tradicional e ITSM configurável: comparativo direto

A tabela a seguir reúne os critérios mais relevantes para gestores de TI que avaliam qual abordagem adotar na automação de processos de serviço. Os dados refletem o comportamento geral das categorias em ambientes corporativos de médio e grande porte.

Critério No-code Low-code Desenvolvimento Tradicional ITSM Configurável
Perfil do usuário Analistas e gestores de negócio Desenvolvedores cidadãos e TI Desenvolvedores sênior Administradores de plataforma
Velocidade de implementação Alta (dias a semanas) Alta a média (semanas) Baixa (meses) Média (semanas a meses)
Flexibilidade técnica Baixa Média Alta Média a alta
Custo de desenvolvimento Baixo Médio Alto Variável
Curva de aprendizado Mínima Moderada Alta Baixa a moderada
Integração com sistemas legados Limitada Moderada Total Alta (via conectores nativos)
Escalabilidade Moderada Alta Alta Alta
Governança e auditoria Básica Média Total Alta (nativa na plataforma)
Manutenção contínua Simples Moderada Complexa Gerenciada pelo fornecedor

 

A leitura do comparativo evidencia que não existe uma abordagem universalmente superior. O no-code oferece velocidade de entrega com menor custo de implementação; o low-code equilibra agilidade e profundidade técnica; o desenvolvimento tradicional garante flexibilidade máxima ao custo de ciclos mais longos; e o ITSM configurável entrega o melhor custo-benefício quando a automação está circunscrita ao escopo da gestão de serviços.

Quando o no-code resolve e quando o low-code é necessário?

A resposta depende do tipo de processo que precisa ser automatizado e do perfil técnico da equipe responsável pela manutenção. Gestores de TI que avaliam qual abordagem adotar devem começar pelo mapeamento dos requisitos de integração e pela definição de quem será responsável pela sustentação contínua das automações.

O no-code resolve bem quando o processo envolve lógica de negócio estruturada, formulários, notificações e roteamento dentro de uma única plataforma. Automação de aprovações de chamados, configuração de SLAs por categoria de serviço, criação de relatórios de atendimento e personalização de portais de autoatendimento são exemplos onde a interface visual é suficiente sem acionar o time de desenvolvimento.

O low-code passa a ser necessário quando os requisitos incluem integração com sistemas externos como ERP, CMDB, diretórios de usuário ou ferramentas de monitoramento de infraestrutura. 

Quando há lógica condicional complexa que extrapola os construtores visuais, ou quando o volume de dados e o desempenho da automação exigem otimizações técnicas, o low-code é o caminho mais adequado. Equipes que operam ambientes de nuvem empresarial com múltiplas integrações chegam a esse ponto mais rapidamente do que equipes com ambientes monolíticos.

A decisão entre as duas abordagens raramente é binária. Plataformas ITSM maduras oferecem um espectro que permite começar com no-code para os fluxos padrão e expandir para low-code nos módulos que exigem maior profundidade técnica, sem precisar migrar de plataforma.

Riscos e limitações que gestores de TI precisam avaliar

A adoção de no-code e low-code sem governança adequada gera um risco conhecido como shadow IT, onde diferentes departamentos criam automações e integrações fora do controle do time de TI. O resultado é um ambiente fragmentado, com regras de negócio inconsistentes e ausência de rastreabilidade sobre quem criou, alterou ou desativou determinado fluxo.

Governança de automações 

Precisa ser tratada como requisito desde o início da implementação. Isso inclui definir permissões claras sobre quem pode criar e publicar automações, estabelecer um processo de revisão para fluxos que afetam dados críticos e garantir que todos os fluxos ativos estejam documentados e auditáveis.

Escalabilidade 

Outro ponto que merece atenção. Automações construídas em plataformas no-code que funcionam bem com baixo volume de transações podem apresentar limitações de desempenho quando o ambiente cresce. A escolha da plataforma precisa considerar não apenas o cenário atual, mas a capacidade de sustentar o volume de operações projetado para os próximos dois a três anos.

Integração com sistemas legados

Plataformas no-code puras raramente oferecem conectores nativos para todos os sistemas que uma organização de médio ou grande porte opera. A avaliação técnica do ecossistema atual é um pré-requisito antes da escolha da plataforma de automação.

SimpleOne ITSM: automação de serviços corporativos sem dependência de código

O SimpleOne ITSM foi desenvolvido com arquitetura que incorpora capacidades no-code e low-code diretamente na plataforma de gestão de serviços

A configuração de fluxos de aprovação, catálogos de serviço, regras de SLA e portais de autoatendimento é realizada por administradores via interface visual, sem necessidade de código customizado para os cenários padrão de ITSM.

Para integrações mais complexas, como conexão com sistemas de monitoramento de infraestrutura, sincronização com diretórios LDAP/Active Directory ou integração com plataformas de cloud, o SimpleOne oferece extensibilidade via scripts e APIs documentadas. 

Essa arquitetura posiciona a solução no espectro low-code para os casos que exigem maior profundidade técnica, sem abandonar a simplicidade de operação para os fluxos padrão. O modelo de implantação do SimpleOne inclui suporte especializado para a fase de configuração inicial, o que reduz o tempo entre a contratação e a entrada em produção de um ambiente ITSM funcional. 

A ITGLOBAL.COM oferece as duas camadas, da infraestrutura de computação ao software de gestão de serviços, em um portfólio integrado que elimina a dependência de múltiplos fornecedores para sustentar a automação corporativa.

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